Bailarinas mais do que especiais

Por Blog Danzarin, 17 de janeiro de 2012
Estas meninas, quando pequeninas, queriam ser bailarinas. E houve quem acreditasse que elas não seriam. Mas quem disse que não? Elas quiseram e conseguiram, superando barreiras físicas e sociais, com ajuda de profissionais engajados e com métodos específicos que atendessem suas especialidades.
Essas bailarinas conquistam aplausos por onde passam não apenas por emocionar sua platéia, mas também pela paixão à arte e técnica clássica muito bem apresentada.
Aline Fávaro Tomaz começou a fazer aulas de ballet clássico aos 8 anos, incentivada pela mãe apenas a fazer uma atividade física, e desde então não parou mais.
É a primeira bailarina portadora de síndrome de Down a usar sapatilhas de ponta no Brasil. Muito dedicada, faz 12 horas de aulas por semana e sua professora exige dela a disciplina necessária no ballet clássico, correspondendo à altura com sua dedicação e esforço.
 
Os pais de Aline, grandes incentivadores da filha em sua carreira, escreveram um livro, chamado A EFICIÊNCIA NA DEFICIÊNCIA, que conta, de forma simples, o cotidiano de Aline, sua trajetória de vida que resultou nessa artista especial.
O site http://www.bailarinaespecial.com.br apresenta mais informações sobre Aline, fotos da bailarina e você também pode comprar o livro.
Foco, iluminação, cenário, platéia. Para todos que dançam são questões essenciais para uma variação, um pas de deux, um festival de ballet. E se no lugar disso tudo você só visse… Nada? Como você dançaria em uma situação assim?
Para os bailarinos da Associação de Balé de Cegos Fernanda Bianchini não há problema. A arte e o amor pela dança são mais importantes para esses bailarinos com deficiência visual, que graças à técnica desenvolvida por Fernanda Bianchini executam desde coreografias livres até ballets de repertório famosos.
A Associação, que em seu início, no ano de 2003, sofreu grande preconceito dentro do universo da dança, pois não acreditavam na possibilidade de cegos fazerem ballet clássico, hoje conta com 10 profissionais da dança e tem o objetivo de capacitar professores que tenham interesse em trabalhar com deficientes visuais.
O site da associação (http://www.ciafernandabianchini.org.br) contém fotos, link do youtube com vários vídeos e informações para quem quer ajudar ou ser parceiro.
Trecho da apresentação da Cia Fernanda Bianchini de Ballet de Cegos do Ballet Coppelia na apresentação de encerramento em 2010, que contou com Priscilla Yokoi como uma das coreógrafas:
Que essas bailarinas, dentre tantas especiais, sejam exemplo para muitas outras.
Porque, para dançar, basta ter alma!

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