Taxa de juros a um dígito: uma análise pelos dois lados da moeda.

Por Enio Willian da Silva, 5 de agosto de 2017

Olá prezados dançarinos e profissionais da dança!

A taxa de juros utilizada pelo governo, a Selic, voltou a cair novamente, alcançando 9,25% ao ano em julho. Ela é vista como um termômetro e sinaliza para as empresas e para o cidadão como os juros devem se comportar nas transações financeiras praticadas no mercado.

Se devemos dançar conforme a música, nossas decisões financeiras devem ser reavaliadas depois dessa mudança significativa. Afinal de contas, o que isso muda em nossa vida diária?

Com uma taxa de juros caindo, o custo do dinheiro tende a acompanhar essa queda. Os juros cobrados nos empréstimos bancários, nos financiamentos e em outras transações financeiras podem cair também, tornando mais barato tomar esse recurso emprestado.

Na ótica da empresa, ela consegue produzir mais e gerar mais empregos e renda. Para o cidadão, uma taxa de juros caindo começa a indicar que o acesso ao dinheiro também passou a ser mais fácil. Com isso, espera-se que as pessoas passem a consumir mais e a terem acesso a produtos de maior valor agregado.

 

A dança pode ficar perigosa

 

Entretanto, como nem toda música é fácil de dançar, essa queda de juros a um dígito pode se mostrar um perigo para os despreparados. Uma taxa de juros em queda pode induzir as famílias a utilizarem o crédito de maneira inadequada, recorrendo a esse instrumento para complementar a renda e aumentar o consumo. Portanto, nunca considere o dinheiro que você pegou emprestado do banco como parte de seus rendimentos mensais. Seria como dançar uma música difícil em cima de uma corda bamba. Cuidado com isso!

 

Adote passos certos

 

O ideal é utilizar recursos próprios para manter seu padrão atual de consumo. Se sua renda não é suficiente para manter seu atual padrão de vida, reduza-o. Não tente aumentar sua fonte de renda através de contrações de empréstimos.

Se você já se atolou em dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial, por exemplo, e não consegue quitá-las, um crédito com juros baixos pode ser uma saída interessante. Com juros mais baixos, você consegue fazer um novo empréstimo e encerrar sua dívida de custo maior. Basta utilizar esse crédito “barato” para quitar as dívidas mais “caras”. Outro uso inteligente para o crédito mais barato é visto quando aproveitamos esse momento para investir em um negócio próprio, desde que haja um bom planejamento por trás dessa decisão.

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